8 de setembro de 2012

Intuição


Estava pensando o quanto as emoções interferem na minha vida e nos meus atos cotidianos.
Então cheguei a seguinte conclusão, preciso tentar e me esforçar para agir assim:

  • Seguindo o meu coração algumas vezes...
  • Seguindo a minha razão na maioria das vezes...
  • Seguir a minha intuição, sempre!

Toda vez que eu desprezo aquela vozinha interior sábia, mas para mim ainda pouco confiável eu me arrependo!
A intuição é a soma do meu coração com a minha razão, é quase como se um anjo estivesse soprando no meu ouvido...
A partir de agora vou tentar segui-la, vamos ver no que dá!

PS:
Estou muito bem o pós-operatório está seguindo a normalidade, em breve retornarei as minhas atividades cotidianas.

5 de setembro de 2012

A verdade em relação a mamografia e porque fazê-la mesmo com prótese...


Hoje tive consulta com a minha mastologista e ela me assegurou que é de extrema importância fazer a mamografia e que nenhum outro exame a substitui.
Levei um verdadeiro "xixi" dela, pois como ela mesmo disse qualquer um pode sair por aí escrevendo sobre o câncer de mama, inclusive eu, totalmente leiga no assunto me senti a vontade para dar conselhos via internet.
O que aprendi com tudo isso?

  1. Cada caso é um caso, não dá para tecer generalizações, pode ser que de fato a minha prótese tenha rompido durante a mamografia, mas este é um caso isolado.
  2. Confie na sua equipe médica, isso é tudo!
  3. Sai da consulta convencida em ser obediente às ordens médicas, afinal se estou curada é porque grande parte disso vem de um tratamento adequado no momento certo.
  4. Não darei mais pitacos em áreas na qual não sou especialista.
  5. Perdoem-me a impulsividade.
  6. A emoção é sempre péssima conselheira!

Portanto façam as suas mamografias periodicamente, isso fará a diferença entre viver e morrer e vamos dizer bem a verdade viver é o mais importante!

4 de setembro de 2012

Mastectomia radical e implante de silicone, cuidados com a mamografia



Faz um tempo que não escrevo sobre a origem deste blog, mas ela é muito concreta, o blog surgiu em decorrência ao câncer de mama que eu tive. Na verdade surgiu um pouquinho antes, mas este antes não tinha nada de muito significativo. Então estou encerrando uma outra etapa, onde as cirurgias são feitas para devolver um pouco da minha imagem corporal antes da doença. Realizei agora no dia 28 de agosto a cirurgia para colocação do bico e mamilo, preenchimento do decote com gordura e tudo mais para deixar um tanto parecido com o que era.
O fato é que antes de fazer a cirurgia durante os exames de rotina descobri que minha prótese estava rompida. fato que me deixou bastante decepcionada e me senti em processo de regressão. Fiquei absurdamente chateada e pensativa sobre o fato, quem me acompanha desde o início sabe que já realizei diversos procedimentos cirúrgicos e alguns de fato não tiveram sucesso. Romper a prótese era uma pouco demais!
Foi então que a minha intuição me disse, meu médico confirmou e o Dr. Google fundamentou, sim o exame mamográfico pode romper a prótese. Tenho quase plena certeza disso...
E hoje quero alertar a todas as mulheres que seguem o meu blog e passam pela mesma situação que eu, ou seja, já fizeram mastectomia radical e colocaram prótese de silicone:  não façam mamografias nesta mama que não tem mais tecido mamário para proteger a prótese! Peçam aos seus médicos que solicitem a ressonância magnética, a ecografia mamária, ou outro exame que não seja tão violento na pressão. Talvez o que ocorreu comigo sirva para evitar que outras situações como esta ocorram. Sinto-me no dever de alertar para essa possibilidade. As clínicas de diagnóstico são diferentes, algumas tem todo o cuidado e te explicam que existe a possibilidade de rompimento, outras não são tão cuidadosas e não possuem técnicos tão qualificados. É melhor não arriscar...
O meu cirurgião confirmou que a prótese estava partida ao meio inclusive fotografou para me mostrar. tiveram que lavar bem a cavidade onde a prótese estava inserida e foi mais complicado, algo que poderia ter sido evitado.
A minha cirurgia poderia ter sido bem mais simples, eu poderia não entrar tão estressada porque eu já tinha em mim o fantasma da rejeição da primeira prótese.
Passados alguns dias, o resultado está excelente, mas preciso me cuidar ainda, para que a cicatrização seja muito boa.
Portanto eu agora digito somente com  a mão direita é bom não arriscar! Vou ter que fica sem dirigir por mais algum tempo e afastada do trabalho mais do que eu esperava.
MAS ESTÁ VALENDO A PENA!!!
Sinto-me uma mulher inteira novamente, e isso não tem como explicar...
Ouço muito as pessoas dizerem que o que importa é que eu estou curada, de fato isso é o que importa!
Mas uma vez curada, quero qualidade de vida, quero sentir-me em paz com minhas emoções e com tudo que diretamente me afeta.
Para encerrar quero compartilhar a oração de Santo Agostinho, que foi o meu santo protetor no dia da cirurgia, pois dia 28 de agosto é o dia dele; a oração é linda demais!!!


Oração a Santo Agostinho


Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, Tarde vos amei! 
Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos! 
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. 
Estáveis comigo, e eu não 
estava convosco!

 Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós. 

Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez!

 Brilhastes, cintilantes, e logo afugentastes a minha cegueira! 

Exalastes perfume: Respirei-o suspirando por Vós. 

Tocastes-me e ardi no desejo de Vossa paz!

 Só na grandeza de Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. 

Dai-me o que me ordenais, e ordenai-me o que quiserdes.
 
AMÉM



19 de agosto de 2012

Venha!

Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
Renato Russo

15 de julho de 2012

A presença de uma ausência


Ontem fui ao aniversário de quinze anos da irmã da minha norinha Alexandra e me emocionei muito com a retrospectiva que fizeram dos melhores momentos da vida da família. Até aí nada de muito novo, choro mesmo por qualquer coisa, mas o que mais me tocou foi a homenagem feita ao pai da aniversariante que morreu quando ela tinha apenas dois aninhos. Pois é passados treze anos, nada substituiu a falta dessa presença, na verdade eu penso que quando perdemos alguém ficamos com esse sentimento que eu chamo de "presença da ausência"...
A ausência de pessoas queridas é muito mais sentida quando nos reunimos com todos aqueles que nos são significativos, com alguma sorte você terá poucas ausências, mas quando o vazio é deveras numeroso, ou quando é deveras significativo, sinto que o sentimento é aliviado pelas boas lembranças que esta pessoa ausente nos deixou.
As lembranças servem para que a gente não esqueça e quando não nos esquecemos as pessoas continuam vivas junto de nós.
O sentimento de saudade não é nada gostoso, de fato dói muito sentir a falta de alguém que amamos muito, mas pior seria a falta da saudade, a indiferença com a partida ou até mesmo o alívio que alguns podem dar às  pessoas com o seu desaparecimento.
De que vale viver a vida?
Vale por aquilo que deixamos, pelo amor que espalhamos, pelas pessoas com as quais nos deram o grande privilégio de dividir conosco a sua história.
Quem muito vive tem muito do que se lembrar e muito para ser lembrado.
Um dia seremos essa simples "presença na ausência", seremos só lembrança...
Tomara que sejamos lembrados!

5 de maio de 2012

Ratoeira





No sábado passado para aproveitar o dia do trabalhador fui viajar com o meu marido para Santa Catarina, saímos de casa bem cedinho para pegar a estrada. Ao chegar na esquina das ruas Bento Gonçalves com Aparício Borges me deparei com aquele olhar que me deixou muito intrigada. 
O dono do olhar era um guri de no máximo 20 anos, bastante magro, roupa suja, mas não era velha. Pela aparência do rapaz fiquei pensando que se tratava de um morador de rua recente, não foram mais que dois minutos de observação para criar na minha cabeça várias hipóteses a respeito daquela vida. Mas a primeira hipótese que me veio foi de que se tratava de um usuário de crack. 
Pensei nisso... 
Como eu poderia ter certeza disso? 
Mas novamente o observei e então vi seus dentes, seu cabelo, e percebi que não eram de alguém que mora na rua há bastante tempo. 
Observei o olhar e esse é inconfundível , é um olhar de zumbi, de alguém que está no limite entre "o lado de cá e o de lá".
Pensei na sua família, será que saberiam o seu paradeiro? 
Pensei no seu futuro, que futuro numa situação dessas? 
Pensei se aquele era um problema pelo qual eu deveria me preocupar... Uma vez que estava saindo para passear.
Foi daí que lembrei de uma  história, que me foi contada pelos alunos da escola onde eu trabalho, e é ela que eu transcrevo agora, para que eu possa pensar bastante a respeito.
"RATOEIRA
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: 
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!! 
A galinha, disse: 
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, 
mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse: 
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !!!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse: 
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. 
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. 
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. 
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 


Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. 
O problema de um é problema de todos.



Durante nosso trajeto de carro contei a história para o meu marido e ficamos pensando ...
Primeiro nas escolhas da juventude...
Pensamos também nos nossos filhos, que estão vivendo neste meio, não como usuários, graças a Deus, mas muitas vezes como amigos de um ou outro jovem que não resiste e cai na armadilha das drogas, e esta é uma ratoeira e tanto.
Não dá para fingir que não é conosco. 
Sempre é.



19 de março de 2012

Só um bife ...


Estamos vivendo o tempo da quaresma, que é um tempo de espera. Um tempo de aquietar o coração, deixar de lado certas vaidades, libertar-se do orgulho e é tempo também de renúncia. Ok tudo isso para quem é cristão e acredita na ressureição de Cristo, como é o meu caso.
Escolhi uma renúncia concreta muito simples, mas deveras difícil de cumprir porque sou uma pessoa muito "carnívora", deixei de lado a ingestão diária de carne vermelha. Tem sido bem difícil sentar à mesa e escolher um franguinho ao invés de um bife suculento e mal passado. O que será que isso concretamente melhorará na minha vida e na minha pessoa é o que diariamente me pergunto e após refletir algum tempo me vem a resposta: isto me ajuda a ser senhora dos meus desejos, puxa vida isso não é pouco! Escolher o que vou renunciar me faz sentir uma pessoa mais equilibrada, não sou vítima das minhas vontades, elas de fato existem e são bem mais complexas que um bife mal passado, desde que eu não esteja com fome, porque com fome tudo perde a sua urgência e a sua subjetividade. Quando escolho o frango, percebo que também posso escolher a paciência ao invés da agressão, percebo que é possível deixar de lado as minhas impressões a respeito de um determinado assunto e tentar ver os fatos por outro ponto de vista, isto me faz mais tolerante comigo mesma e com quem me rodeia. Isso faz o meu coração estar melhor preparado para a Páscoa.
Veja bem... é só um bife, mas quanta coisa ele está me ensinando ...

3 de fevereiro de 2012

Cronologia do corpo

Oi gente!
Resolvi fazer esse post para me dar conta do processo físico que vivi nestes últimos dois anos.
Foi uma verdadeira revolução em todos os aspectos, minha vida mudou de rumo totalmente e me levou junto...
Foi uma metamorfose impressionante.
O meu corpo mudou totalmente.
Do ponto de vista físico me senti devastada.
Passei por tudo: perdi cabelo, engordei, fiquei inchada, debilitada, etc...
E o que me impressiona é a capacidade que o corpo tem de se refazer e aos poucos isso está ocorrendo, graças a Deus!
Às vezes fico incomodada pelas cicatrizes do meu corpo, que não são poucas. Mas esses dias eu li que as cicatrizes são as marcas da cura. Corte que não cicatriza, não está curado. Então minhas marcas de cura estão pelo corpo, dizendo aquilo que eu já sei ...
De tudo fica a certeza da vitória. Para continuar vivendo, valeu todo sacrifício!



22/04/2010:  Dias antes da primeira cirurgia para retirada do tumor.


09/05/2010: Pós cirúrgico



31/05/2010: Antes do terceiro procedimento cirúrgico, onde tive que retirar a prótese pois não se adaptou ao meu corpo naquele momento.




08/2010: Primeiros ensaios antes de raspar a cabeça.


Setembro/2010: Visual de peruca, tentando não engordar tanto, mesmo assim ganhei 15 kg.




30/11/2010: Final do tratamento: estafa e inchaço geral


13/01/2011 Primeira taça de espumante: meu "niver" pós término do tratamento.


 Fevereiro de 2011
Março de 2011

Julho/2011
agosto/2011

Agosto/2011

setembro/2011

agosto/2011


Outubro/2011
Formatura do filhão: setembro/2011


Novembro/2011


Dezembro/2011




Dezembro de 2011



Janeiro de 2012


28 de janeiro de 2012

Sobre as renúncias....


Ontem eu assisti ao filme "Os descendentes", com o ótimo George Clooney. O filme é um drama que nos faz pensar sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida e daquelas que temos que fazer no final de uma vida. Às vezes é preciso escolher também por aqueles que amamos.
O filme é uma história linda sobre escolhas, ética, principalmente sobre ética e amor, principalmente sobre escolhas.
Um pouco da trama: o  personagem de George Clooney descobre que foi traído por sua esposa que agora encontra-se em um coma irreversível, portanto não há o que fazer, não tem como pedir explicações.  Então ele escolhe não se deixar levar por um sentimento revanchista, ele escolhe ser fiel ao seu amor, inclusive indo atrás do amante para que esse possa se despedir da esposa. É fato que ele não é nenhum santinho, o personagem se dá conta que de certa forma também era responsável por aquele caso da esposa. Não vou contar o que acontece para não perder a graça de quem ainda não assistiu, mas vou relatar a cena mais linda do filme: o personagem de George Clooney precisa se despedir da sua infiel esposa, e este é um momento cheio de puro amor, ou de um "amor puro", chega próximo dela, e beija-lhe a boca semi-morta, apenas um sopro de vida a mantém neste mundo e então ele se despede revelando-lhe todo o seu amor, nada de cobranças, nada de julgamentos... Apenas amor e que amor!
Acho que a vida  pode ser simples assim, mas a graça ou a desgraça dela está nas complicações que inevitavelmente todos passam ou buscam.
A morte nos devolve a simplicidade inicial, de fato todos nós vamos um dia morrer e não tem nada mais simples que isso. Não vale a pena se apegar demasiadamente à pessoas, fatos e coisas. Só poderemos levar a nossa memória, aquilo que vivemos e pelo qual lutamos: a nossa essência.
Sai do cinema muito impactada com a história. É uma ficção eu sei, mas ficção de uma coisa real. Não há nada mais real do que escolhas atrapalhadas. Em uma escolha não pensada, as consequências não são medidas e os estragos também não. Para cada escolha uma renúncia, já diz um sábio ditado.
Simples? Claro que não, renunciar é muito difícil, às vezes se quer tudo junto ao mesmo tempo e misturado.
Queremos um amor para vida inteira, porém somos fãs da novidade.
Queremos trabalho e um bom dinheiro no bolso, porém queremos vida em família, tempo para o lazer, etc,etc...
Queremos perdoar, mas é muito difícil renunciar ao orgulho.
E por aí vai uma lista infindável ...Pensar sobre ela é preciso, encontrar um equilíbrio também.
É preciso escolher, não há jeito, não dá para passar a vida inteira esperando a decisão de outros.
Não dá para esquecer: para cada escolha uma renúncia...

14 de janeiro de 2012

Adaptar-se ou rebelar-se?


Sobrevive quem melhor se adapta, já dizia Charles Darwin, eu penso que sobrevive quem se adapta as circunstâncias da vida sem se tornar vítima das mesmas.
Alguns fatos só necessitam de acolhimento.
Nosso desejo de controle é o que existe de mais perigoso e enlouquecedor.
Não controlamos nosso relógio biológico, que não para de girar, não seremos jovens para sempre, nem adultos... Seremos velhos, e que benção é ser velho, uma vez que teremos tido uma vida inteirinha para lembrar.
Também diante da morte há outra saída que não seja a aceitação? Todo o nosso pensamento positivo e a nossa fé se limitam quando nos deparamos com a morte.
Na vida não controlamos nada a nossa volta. Tudo é graça, tudo é benção. Esperar pelas borboletas: sim! Mas elas só chegarão em um jardim florido.
A única tecla de controle que possuímos é a da nossa própria existência ( e olhe lá), não alcançamos o outro, nem modificamos os fatos, certas coisas por mais que nos desagradem não temos o poder de mudar. Podemos sim modificarmos a nós mesmos e aceitar o que nos chega com tranquilidade e fé, inclusive a nossa própria história. Isso não significa que devemos nos acomodar em situações medíocres,  definitivamente não!!! Temos vontade, desejo e estes devem nos mover em direção ao nosso auto cuidado, não devemos ficar em relacionamentos e projetos que nos torturam, isso seria masoquismo e conscientemente acho eu que ninguém gosta de sofrer.
Equilíbrio é a palavra chave: um pouco de protagonismo aliado a um pouco de adaptação daquilo que não nos cabe controlar, tem chance de nos trazer paz de espírito, muito amor e muita felicidade. Acho que a melhor definição deste equilíbrio seria: aprender a fazer do limão uma limonada.
Será?
Estou pensando também...

21 de dezembro de 2011

É quase Natal!



É quase Natal, você já fez sua lista de presentes?
Montou sua árvore de Natal?
Quais são os presentes que vão constar na sua árvore, como está enfeitada?
Na minha árvore coloquei muitas bolas de amor vermelhas, um amor colorido alegre, cheio de vida! 
Também busquei algumas bolas verdes responsáveis em prover a esperança, algumas azuis responsáveis em nos lembrar que o Espírito Santo deve estar presente na festa, algumas douradas, para lembrar que fantasia e magia são convidados especiais da noite, coloquei também bolas cor de rosa para abrigar os sonhos de 2012. 
Ah e os meus presentes: meu amor, minha compreensão, meu desejo de tentar fazer feliz minha família, meus amigos e todos que fizeram parte deste ano, muito especial e também muito feliz. 
Após muita tempestade me sinto renovada pela esperança do menino que vai nascer. 
Que venha Jesus, meu coração te espera!

17 de dezembro de 2011

Se isso não é amor o que mais pode ser?


Fiquei esperando a inspiração chegar para iniciar este post, pensei:
- Afinal o que eu ainda não disse do meu marido e dos meus filhos?
Já revelei neste espaço todo o meu amor pelo meu Amor.
Já fui coruja diversas vezes de meus filhotes.
O que dizer então por ocasião da festa de minhas bodas de prata que ainda não foi dito?
Penso então que tenho só que agradecer a Deus a graça de ter encontrado essa pessoa especial que junto comigo formou uma linda família. Uma família unida que se ama e se respeita. Talvez alguém pergunte:
- Foi fácil?
Então será a oportunidade para responder que:
- Naaaaaaaão! Ter uma família, não é tarefa fácil, ter um amor que pretenda ser para a vida inteira, também dá um trabalho danado.
Não é assim que de repente as coisas acontecem, para que aconteçam é preciso dedicação, um pouco de sorte e uma dose irrestrita de bom humor.
Penso que talvez o segredo mais importante de qualquer relação seja o bom humor.
Já tentaram conviver com quem não tem humor? É tarefa das mais difíceis. Para mim é tarefa impossível.
Talvez essa seja a qualidade mais especial do Marcelo, ele sempre acha graça na desgraça e isso torna a nossa vida muito mais leve. Entre outras qualidades que não convém revelar, para não valorizar o seu passe (kkkkk), penso que esta seja a mais relevante e talvez a única que eu ainda não tenha revelado.
A foto acima é do nosso noivado,  com ela,  nossos filhos fizeram um quadro enorme para nos presentear.
Ahhhn! Não contei que "casei de novo", com direito a vestido novo, novas alianças e com os filhos entrando na igreja junto conosco. Foi uma cerimônia emocionante.
Nossos filhos fizeram a animação da missa e daí teve uma hora que as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto e logo em seguida a pular de dentro de mim, eu não conseguia parar de chorar, mas não era um choro ruim, era um choro de gratidão, um choro de agradecimento a Deus por me permitir estar vivendo aquele momento.
Enfim foi tudo muito lindo, durante a cerimônia renovamos o sacramento, fizemos de novo promessas de amor e fidelidade, tudo para aguentar mais 25 anos, se Deus permitir.
Agora me digam:
Se isso não é amor o que mais pode ser?
Estou aprendendo também!

1 de dezembro de 2011

Orgulho de mim mesma e vontade de viver


Hoje quero partilhar este sentimento de paz interior que tenho experimentado. Ontem fiz aniversário de término da quimioterapia e passado um ano do fim de um pesadelo me sinto em paz comigo mesma.
Me sinto em paz fisicamente,Claro tenho cicatrizes, mas estas não são mais "feridas abertas", são cicatrizes e vão permanecer comigo no corpo e na alma e não tem como apagar.
Durante este tempo que vivi sob um outro estado de vida, tive muitos momentos dolorosos, momentos em que eu achava que minha vida nunca mais retornaria ao que era antes da doença.
Realmente eu tinha razão minha vida se modificou e muito, mas para melhor. eu mudei muitas coisas nela, rompi com algumas convenções, passei a me escutar mais e a viver de acordo com aquilo que me agrada. Fiz novas alianças também, renovei votos, reconstruí meu corpo, reconstruí minha alma.
Quando olho hoje a minha vida sinto orgulho de mim mesma, orgulho por não ter usado a doença para ganhar amor, este veio e continuou comigo, apesar da doença.
Sinto-me forte quando me vejo cheia de projetos pessoais e com gás para realizá-los. Hoje já prefiro ser anônima da doença, ela não mais me identifica, só em alguns momentos, já não a revelo a muitas pessoas, enfim passou. Só revelo quando vejo que a minha vida servirá de incentivo, de força para alguém que está passando por uma crise e muitas vezes não consegue enxergar a luz no fim do túnel. Pois eu digo:  a luz existe, na verdade, muita luz, um sol nos espera no fim do túnel.
Hoje meus dias são de sol, são iluminados pela minha fé, pela minha crença que venci, não tudo ainda, mas uma parte importante da minha existência.
Há em mim uma enorme vontade de viver e celebrar a vida e os meus amores. Estou em estado de celebração, em contagem regressiva às festas que se aproximam e que me enchem de alegria. Tenho pela frente as bodas de prata, o Natal, o Ano Novo e o meu Aniversário, ocasiões que buscarei celebrar com muita alegria e rodeada pelas pessoas que me são importantes. Tenho amigos da primeira e de última hora, todos fazem parte da minha história. que um dia chegará ao fim e quando isso acontecer espero poder dizer  a frase de São Paulo:
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé".

15 de novembro de 2011

Ressignificar


Faz algum tempo que não tenho vontade de escrever, apesar da minha vida estar mais corrida, não estou em correria porque "hoje ando devagar porque já tive pressa de chegar", parafraseando Almir Satter. Essa nova vida faz eu até me esquecer daquilo que já passei. Mas o fato é que não quero esquecer, quero lembrar para partilhar que é possível viver grandes momentos de tristeza e mesmo assim tentar não enlouquecer tanto.
Na clínica Oncotrata estou participando do grupo de pacientes, só mulheres que como eu estão ou estiveram enfrentando o câncer  e isso tem sido gratificante. Olhando as histórias de vida, umas bem tristes, outras alegres vamos nos encorajando. Nestas horas percebo que enlouqueci pouco, e isso não é mérito, não me sinto melhor nem pior que ninguém. O fato é que não tem como prever como cada um enfrentará essa aventura, só passando pela situação para saber qual será o nosso comportamento, cada um enfrenta com o que tem e como pode.
Estou neste momento me sentindo super bem, em paz com o meu corpo, já emagreci bastante: 9 kg, até agora, meu cabelo está bem bonito, meus exames ótimos, enfim minha vida voltando a ser vivida.
Em casa estou preparando a festa das minhas bodas de prata, escolhendo músicas, fotos para o telão e isso tem sido uma renovação do meu amor pelo meu marido e do dele por mim.
Na minha vida profissional estou trabalhando em uma escola e estou fazendo pós graduação em Psicopedagogia, na PUC, tem sido muito bom. Uma das disciplinas do curso propôs um trabalho bem legal: teríamos que escrever nossa história de vida até o momento em que escolhemos entrar para o curso, ou seja explicar os motivos que levaram a tomar tal decisão.
Ao me indagar porque escolhi a psicopedagogia, como um novo caminho, foi difícil responder. Porque demandou de mim uma reflexão, foi preciso me olhar e perceber o que isso afinal tem a ver comigo neste momento da minha vida? Momento este que além de reconstruções do corpo, já coloquei novamente uma prótese e estou em processo de reconstrução da mama, também estou fazendo reconstruções da minha vida, retomando rotinas de trabalho e de estudo. Na verdade tem a ver com reaprender, tem a ver com uma palavra que mexeu muito comigo nas leituras de todas as disciplinas até agora vistas: Ressignificar. Talvez seja essa a tarefa que eu preciso primeiro realizar em mim para depois ajudar outros e outras a realizarem: a ressignificação das próprias histórias.

            Atualmente no meu trabalho quando exerço o cargo de supervisora e orientadora educacional eu me deparo com um paradoxo importante e que me chama muito a atenção: eu estou lá em uma atitude de escuta, buscando dar um encaminhamento, fazer uma mediação, enfim ajudar a realizar o processo educativo da melhor forma possível; porém, em muitos casos, quando as histórias de vida são bem piores que a minha me sinto “ajudada”. Tenho apreendido muito nesta relação e penso muito nas palavras da Alícia Fernandez, quando nos diz que ora somos ensinantes, ora somos aprendentes. É isso o que tem me motivado: um desejo imenso de ensinar, aliado a um desejo imenso de aprender.

Para encerrar mais um trecho da música Tocando em Frente de Almir Satter, que é o que estou fazendo e o que estou sentindo:
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

7 de novembro de 2011


Este salmo faz parte da minha vida há pelo menos 6 anos, lembro da primeira vez que o li, quando fui ao Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio e desde que o li, todos os anos o coloco da minha agenda.
Curiosamente no ano de 2010 não o coloquei. Não acho que seja Deus o responsável pelas minhas mazelas, mas ao me afastar do amor dele, fico mais vulnerável e foi isso que acredito que possibilitou um ano mais difícil.
Agora que tudo passou, só posso dizer que me sinto renovada a cada dia e com a certeza que sim o salmo é verdadeiro, pois se realizou comigo.
Vim de um final de semana de retiro em casal, fomos até a casa dos Freis Carmelitas aqui na Glória e passamos um dois dias em oração, foi uma experiência maravilhosa. Divido o salmo com quem precisa da confiança na sua vida.
Confie, Deus jamais falha!
Tu que habitas sob a proteção do Altissímo,
Que moras a sombra do Onípotente,
Diz ao Senhor: "Sois meu refugío e minha cidadela,
     meu Deus em quem eu confio".
É ele que te livrará do laço do caçador e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas plumas,
   sob suas asas encontrarás refugio,
Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
Tu não temerás os terrores noturnos,
   nem a flecha que voa a luz do dia
nem a peste que se propaga nas trevas,
   nem o mal que graça ao meio dia.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita:
   tu não serás atingido.
Porém verás com teus própios olhos, contemplarás os castigo dos pecadores,
por que o Senhor é teu refúgio,
   Escolheste por asilo o Altissímo.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, 
por que aos seus anjos ele mandou,
   que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos,
    para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre sepernte e víbrora andarás,
    calcarás aos pés o leão e o dragão.
"Pois que se uniu a mim, eu o livrarei,
    e o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar eu o atenderei; na tribulação estarei com ele.
     Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias, 
     e eu lhe mostrarei a minha salvação. 

2 de novembro de 2011

Sobre estrelas


Hoje é dia de lembrar quem não está mais conosco, pelo menos no plano material.
No meu caso são muitos os que eu já vi partir e isso dá uma saudade danada.
Na maioria das vezes pude me despedir dizer o quanto eu amava aquela pessoa e isso ajuda um pouco a enfrentar a falta desse pessoa na vida, lembramos das coisas boas, damos umas risadas e o que fica é o cheiro, a lembrança dos abraços, dos beijos e das palavras carinhosas e do olhar de despedida. Quem já se despediu de alguém que estava com câncer e sabia que ia morrer nunca mais esquece esse olhar de: "eu estou entendendo"...
Mas é fato também que alguns que partiram eu não esperava, eu ainda não tinha ideia sobre o que era enfim, isso que chamamos de morte, foram aquelas pessoas da minha família que morreram quando eu era ainda uma adolescente, foi meu padrinho que aos 38 anos resolveu que a vida não valia mais a pena ser vivida e se suicidou, uma pessoa que fez parte de toda a minha infância e da qual lembro coisas muito boas e não entendo como ele pode fazer isso até hoje. Foi meu avô que saiu para ver uma dor no peito e morreu no hospital de infarte aos 70 anos, foi o meu colega de trabalho que "atingido" por um aneurisma morreu de uma hora para outra e não deu tempo de dizer, olha você é um cara legal, entre tantos que enfim fazem parte de um curto espaço de tempo na minha história.
Na minha família de origem, a lei natural anda invertida há tempos. Gostaríamos de enterrar os mais velhos, mas conosco já enterramos quem ainda tinha muito o que viver e isso não é fácil de elaborar, requer um esforço, uma fé em algo que não pudemos ver e uma esperança inabalável. eu acho que é isso que sustenta no meu caso as minhas perdas sou possuidora destes três aspectos citados e isso me mantém de pé, com saudade sim, mas com muita esperança de um dia encontrá-los em outra dimensão.
Enterrar minha irmã e meu sobrinho, não foi nada fácil para mim, imagina para meus pais que enterraram a primeira filha e o primeiro neto em um espaço de 5 anos de intervalo entre uma e outra perda.
Tanto minha irmã, como meu sobrinho tinham filhos pequenos, tinham uma tarefa inacabada, difícil explicar às crianças que eles viraram estrelas, difícil para nós entendermos o porque de terem virado estrelas.
O que é fato é que vivemos como se fossemos imortais, alguns lidam melhor com a finitude humana, outros nem entenderam que ela existe.
Eu que já me deparei com ela de cara, penso e vivo cada momento como se fosse o último, digo o que tenho que dizer e tento a cada dia decidir: sou feliz agora.
Se eu consigo?
Muitas vezes sim, muitas vezes não, mas nem por isso vou parar de tentar.Decidir é metade do caminho.
Assim como não desisto de pensar em quem já se foi; não para viver no passado, mas para valorizar cada um que ajuda e ajudou a fazer a minha história, o fato de não estarem mais comigo é apenas um detalhe, há tantos que não morreram, mas que de fato não fazem mais parte da minha história de vida, por escolha minha ou deles.
Vai minha prece especial para: Tio Beto, vô Dirceu, Vó Leda, tio Ivan, minha madrinha Heloisa, Gisele, Nono, Karina, Alexandre, Vó Aracy...
Esqueci alguém? Provavelmente mas espero que todos estejam na Paz do Senhor Jesus, brilhando como estrelas no céu!

14 de outubro de 2011

Infância


Sobre o ser criança...
Como criança que fui e jamais deixarei de ser (tudo o que vivi na infância está dentro de mim)  é gostoso lembrar de muitas coisas da minha vida. Das coisas que gosto de lembrar: a primeira bicicleta, verde da marca Caloi com guidão alto, das minhas bonecas Susi, das brincadeiras embaixo da árvore na casa das minhas amigas. Lá montávamos uma casa para as nossas Susis.Além das Susis também haviam as bonecas de papel, eu fazia coleção e como eu adorava isso. Assim como adoro lembrar os primeiros dias de aula, o cheiro da borracha, do livro novo. Isso tudo ainda está dentro de mim e quando eu por exemplo entro em uma livraria, lá vem os cheiros e os sentimentos da infância ...
Também tem o cheiro do leite quente na caneca de alumínio, cheiro que eu senti pela primeira vez quando fui visitar o Colégio Inácio Montanha, para cursar lá a segunda série. Cheiro inesquecível de escola grande, também jamais esqueci deste cheiro.
Cheiro de criança, é cheiro bom gostoso, de suor de brincadeira.
Agora que voltei ao trabalho e estou novamente no convívio dos pequenos, revivo em cada um  a criança que um dia fui, desejo muito ajudá-los a viver esse tempo de fantasia, esse tempo contraditório, que tem muita coisa boa, mas que é deveras difícil de entender, pois as angústias são muitas e precisamos de adultos que não tenham deixado a sua criança sufocada para ajudá-los neste processo que se chama crescimento.
Crescer não é fácil, muitas vezes dói, na maioria eu diria. Nas brincadeiras a realidade dá lugar a uma fantasia, essa fantasia nos faz capaz momentaneamente de suportar o sofrimento daquilo que é real.
Quando eu brincava no meu faz de conta, minhas bonecas não adoeciam, ninguém da minha família morria, enfim, na brincadeira é o lugar onde podemos ser felizes para sempre. Essa esperança é necessária na vida adulta para lidarmos com as desventuras que inevitavelmente ocorrerão.
E isso continua na nossa vida adulta, precisamos retomar outros brinquedos, buscar outras fontes de prazer e de viver um pouco de fantasia. Não para virarmos esquizofrênicos mas para não virá-los, porque tem muito que pode nos enlouquecer.
Quando somos criança dói encontrar um lugar no grupo. Ainda hoje como adultos é preciso encontrar um lugar, pertencer a algo e isso não é tarefa fácil. Eu conheço pessoas que se sentem "peixes fora da água", talvez se tivessem tido a experiência de terem sido ajudadas na infância...
Talvez fosse mais fácil...
Quando somos criança dói quando nos ridicularizam e isso dói muito, que as crianças não saibam o quanto dói ser xingada, tudo bem cabe a nós ensiná-las, mas quando é um adulto que ridiculariza, eu logo desconfio, das suas frustrações e desejo de vingar a criança que outrora foi.
Quando criança amamos os professores ou podemos também odiá-los, porém precisamos amá-los e muito.
Os professores também precisam desse amor, um amor que lhes ajuda a seguir em frente em meio a tantos desafios que hoje nosso sistema educacional nos impõe.
Então neste próximo dia dos professores o meu desejo, do fundo do coração, é que hajam muitos professores de bem com a sua infância, só assim poderemos ajudar esses pequenos a serem  felizes hoje e no futuro.
Cabe a nós uma parte das lembranças de uma infância feliz.
PS: Celebramos o dia da criança e o dia do professor no mesmo mês, por que será?

GISELE

                                                                                                                                         ...